O QUE É PSICOTERAPIA?



Se você perguntar para dez pessoas " quem precisa fazer psicoterapia", ou consultar um psicólogo, é muito provável que nove lhe digam: “Quem está ficando louco!” E isso leva muitas pessoas a ter medo ou vergonha de consultar um psicoterapeuta. Porém, tudo isso é um preconceito, criado ao longo da história da psicoterapia.

A psicologia cuida também de doenças mentais severas, mas qualquer pessoa que de alguma forma não esteja se sentindo feliz e não consiga mudar este quadro sozinha tem a indicação de buscar ajuda. Pode ser por algum motivo específico, como um trauma, uma perda, um divórcio, medos diversos, ansiedades, compulsões e muitos outros sintomas incômodos. O Psicólogo não tem soluções mágicas, mas pode ajudar o cliente a encontrar novos caminhos, provavelmente menos tortuosos, para viver melhor. Ampliando a consciência de si mesmo, sem os vícios dos pensamentos habituais, abre-se espaço para novas formas de fazer contato com o mundo, com os problemas, com as pessoas, enfim com aquilo que pode estar causando sofrimento. Os sintomas que causam sofrimento tendem a desaparecer quando ouvimos o que eles tem a nos ensinar. A mente pode ser aliada ou carrasca no processo vital.
Mas como jogar o jogo se eu não sei de que cartas disponho? Tomar consciência de si mesmo, das fraquezas e potencialidades é o primeiro passo para a mudança, para depois disso poder decidir o que deseja fazer e de que forma. Os problemas psicológicos aparecem quando os comportamentos são automatizados, produzidos por metas e expectativas de outras pessoas ou da sociedade em geral.

Os processos psicoterapêuticos variam de acordo com a formação do profissional, o tipo de dificuldade enfrentada pelo cliente e sua idade. Com os adultos tudo começa num primeiro encontro com o terapeuta onde é discutida a forma de tratamento mais adequada para o seu caso. Com crianças o primeiro contato em geral é feito com os pais e depois com a criança, sendo que durante a psicoterapia, eventualmente, os pais também são atendidos para que recebam orientações e tragam informações. Em caso de clientes adultos, com sofrimentos mais severos e que tenham risco de vida, há a necessidade de envolver a família e um médico psiquiatra, por uma questão de proteção.

A psicoterapia geralmente ocorre em encontros semanais de uma hora de duração e pode levar de alguns encontros a meses de tratamento, dependendo de cada caso.
É uma questão ética manter em sigilo todos os dados dos clientes, bem como seus relatos, sendo que a evolução do tratamento está condicionada a empatia e confiança que se estabelece nesta relação de terapeuta /cliente.

Lembre sempre que saúde mental depende de qualidade de vida, lazer, afeto, trabalho, cuidados com o corpo, alimentação saudável, relações interpessoais equilibradas e tudo que podemos esperar de bom.

SENTIMENTO DE VERGONHA

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A vergonha é um sentimento normal, mas pode trazer problemas se for muito intensa.
Esse sentimento está diretamente ligado com sensações de inadequação e de avaliação negativa de si próprio. Geralmente as pessoas vergonha-orientadas acumulam insultos e críticas exageradas contra si mesmos, além de expectativas de perfeição muito além do possível. A mensagem introjetada é : “ Nunca é o suficiente”.
As pessoas vergonha-orientadas tem, na sua fantasia, a idéia de que os outros são tão críticos e reprovadores quanto elas próprias. Essa experiência é sempre acompanhada por um desejo de se esconder, que cria um círculo vicioso e afasta cada vez mais as possibilidades de enfrentamento.
A forma exagerada de vergonha é construída desde os primeiros anos de vida. Isso ocorre quando:
· a criança é exigida em coisas para as quais não tem maturação;
· quando seus erros são intoleráveis;
· seus impulsos, desejos e emoções são inaceitáveis;
· são ridicularizadas com freqüência e seus desejos são todos menosprezados;
· suas boas intenções nunca são valorizadas
· suas conquistas nunca são suficientes para agradar os cuidadores.
Quando essas situações citadas acima ocorrem com muita freqüência e intensidade a criança vai aprendendo que nunca é adequada, que seus esforços nunca levam ao correto e que está sempre devendo algo para alguém.
O oposto da vergonha é o orgulho. A pessoa envergonhada quer se esconder, a que se sente orgulhosa quer aparecer. Até um certo grau tanto o orgulho quanto a vergonha, são saudáveis. O excesso de orgulho também é patológico e leva ao desprezo pelos outros.
A cura, ou um sentido de vergonha num grau aceitável, depende de uma libertação do pensamento automático e excessivo de auto-ataque. Além de uma noção clara entre os próprios pensamentos e os dos outros e entre sensações da infância e do contexto atual.





CRIANÇA É ALGUÉM QUE....




CRIANÇA É ALGUÉM QUE ...


DE VEZ ENQUANDO CHORA;
DE VEZ ENQUANDO FAZ BIRRA E GRITA;
DE VEZ ENQUANDO DESOBEDECE;
DE VEZ ENQUANDO VAI MAL NOS ESTUDOS;
DE VEZ ENQUANDO CONTRADIZ E TEIMA COM OS PAIS;
DE VEZ ENQUANDO FAZ ARTE PARA CHAMAR A ATENÇÃO;
DE VEZ ENQUANDO FAZ COISAS ERRADAS PENSANDO QUE ESTÁ CERTO;
DE VEZ ENQUANDO MENTE;
DE VEZ ENQUANDO FAZ COISAS DIFERENTES DOS PAIS SIMPLESMENTE PORQUE SEUS GOSTOS E PREFERÊNCIAS SÃO DIFERENTES;
DE VEZ ENQUANDO SE MACHUCA PORQUE NÃO ACREDITAVA NO PERIGO ANTES DE CONHECÊ-LO;
DE VEZ ENQUANDO DIZ NOME FEIO E PARECE MAL EDUCADA.
CRIANÇA TAMBÉM AMA E MOSTRA O QUE SENTE PORQUE É MUITO SINCERA;
CRIANÇA NEM SEMPRE COMPREENDE LONGOS DISCURSOS, MAS RAPIDAMENTE IMITA EXEMPLOS QUE TEM EM TORNO DELA;
CRIANÇA É CRENTE, ACREDITA EM TUDO QUE VÊ, OUVE E SENTE,...
CRIANÇA TAMBÉM PULA E RI DE FELICIDADE ;
CRINÇA TEM UMA IMAGINAÇÃO FANTÁSTICA;
CRIANÇA TAMBÉM BRINCA COM UMA ENERGIA INVEJÁVEL;
CRIANÇA TAMBÉM É MUITO INTELIGENTE E “DIZ CADA UMA”;
CRIANÇA SE APEGA A QUEM LHE DÁ ATENÇÃO E CARINHO;
CRIANÇA ÁS VEZES PARECE ANJO, ÁS VEZES NEM TANTO!
CUIDADO PARA NÃO EXIGIR QUE ELA SEJA ADULTA ANTES DE TER IDADE PARA TAL.
CRIANÇA PENSA COMO CRIANÇA E NÃO COMO ADULTO.
Márcia Hillebrand

DO QUE DEPENDE O SUCESSO DA PSICOTERAPIA

A procura por uma psicoterapia ocorre, geralmente, quando há sofrimento, dor, angústia,...Todos sentimentos negativos, que mostram a existência de uma luta desesperada do organismo em busca de equilíbrio. Provavelmente estes sintomas foram a única saída encontrada no momento, mesmo não sendo a escolha mais saudável.
Para que uma psicoterapia tenha sucesso é necessário que, dentre outras coisas, o terapeuta tenha:

· Ética;
· Formação profissional de qualidade;
· Sensibilidade e boa capacidade de percepção para ajudar o paciente a se conscientizar da forma como tem reagido perante a vida e quais são suas potencialidades e aspectos positivos da personalidade, que darão suporte para a mudança;
· Respeitar o paciente como ele se apresenta, propiciando uma relação de confiança e presença (estar de alma presente) no encontro terapêutico.

Além da competência do terapeuta também é muito importante que o paciente tenha:
· Motivação para falar de seus sentimentos e pensamentos;
· Expectativas reais das possibilidades de mudança (nada é mágico);
· Disposição para experimentar novas formas de interação no seu cotidiano;
· Flexibilidade e análise de novas posturas;
· Sinceridade consigo mesmo.

“ Em algum lugar, lá naquele cantinho mais secreto de nós mesmos, sabemos o que queremos, o que não queremos, o que conhecemos e quanto somos complicados. Não é sem razão que nos tornamos os mais severos juízes de nós mesmos.” (Ribeiro, 1999)

O processo de mudança implica uma conscientização e reformulação no sistema de percepção, aprendizagem e solução de problemas que a pessoa viveu anteriormente e, por meio dos quais, se tornou momentaneamente sem habilidade para lidar com as tensões, ficando fixada no problema. O objetivo é encontrar uma forma de interação que se adapte melhor ás contingências atuais, que sejam emocionalmente satisfatórias e que não tragam tanto sofrimento para si mesmo ou para os outros.
Esperar e querer são fundamentais para que entrem em ação as potencialidades do paciente na busca por mudanças.

PSICOTERAPIA DE CURTA DURAÇÃO


A Psicoterapia de curta duração surgiu por uma necessidade do nosso tempo, necessidade econômica, de focalização e de agilidade, sem, no entanto, perder a qualidade. Essa técnica, muito pesquisada ultimamente pelas diversas linhas de pensamento da psicologia, incluindo a Gestalt-Terapia, tem indicações próprias e uma duração delimitada pela vontade e necessidade do cliente.
O principal objetivo da Gestalt-Terapia é resgatar o potencial de crescimento e recursos de saúde do cliente, buscando clareza de como a pessoa está reagindo ao mundo. Tomar consciência de si mesmo, das fraquezas e potencialidades é o primeiro passo na busca por mudanças, para depois disso poder decidir o que quer fazer e de que forma. Os problemas psicológicos aparecem quando os comportamentos são automatizados, produzidos por metas e expectativas de outras pessoas ou relacionados a antigos valores, hábitos e costumes que já não servem mais, afastando o ser humano de sua verdadeira essência.
Nessa abordagem o papel do terapeuta é ativo, promovendo uma profunda exploração de quem é o cliente e quais são seus recursos e dificuldades, ajudando-o a ver, ouvir, sentir, fazer, pensar e estar no mundo a partir de uma postura que traga bem-estar na relação consigo mesmo e com a sociedade. Não é a mudança da personalidade que está em jogo, mas sim a postura perante as questões da vida e da existência. O organismo utiliza o que estiver a seu alcance na busca de equilíbrio, e a psicoterapia pode ajudar na conscientização daquilo que ajuda ou boicota o crescimento.
A Gestalt-Terapia, tanto de curta quanto de longa duração, acredita no potencial de crescimento das pessoas e entende a saúde como a sincronia entre o que pensamos, sentimos e fazemos.
“A TERAPIA É POR DEMAIS BOA
PARA SER LIMITADA AOS DOENTES”
Erving e Miriam Polster